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Ciclovias de SP têm queda de movimento após recorde durante greve e não há orçamento para manutenção
11/07/2018

Na Av. Faria Lima, contador da CET chegou a registrar mais de 34 mil viagens de bicicleta em uma semana, mas trânsito voltou a patamares pré-greve em seguida. 'Neste momento, segurar o retrocesso virou um avanço', diz diretora de associação, sobre investimento. Entulho invade faixa de ciclistas na Rua Dr. Luiz Migliano, Zona Sul de São Paulo Daniel Médici/G1 Bastante utilizadas durante a greve dos caminhoneiros, que provocou uma falta generalizada de combustível nos postos de São Paulo, as ciclovias da cidade voltaram aos mesmos patamares de uso da semana pré-greve no mês de junho. Embora tenha sido usada como alternativa no auge da crise, a Prefeitura não gasta nada com a construção e manutenção de ciclovias e ciclofaixas - permanentes - desde o início de 2017. Na semana imediatamente anterior à greve, entre os dias 14 e 20 de maio, o contador de bicicletas instalado pela CET na Faria Lima registrou 28.497 passagens. O contador instalado na Vergueiro contou 12.676. Já nas semanas em que houve o ápice do desabastecimento causado pela greve dos caminhoneiros, a contagem disparou. Na Faria Lima, o contador registrou 33.487 passagens entre os dias 21/5 e 27/5, e 34.926 passagens, entre os dias 28/5 e 3/6 - esta última semana houve um feriado prolongado, o que pode ter influenciado no tráfego de bicicletas. O contador da Vergueiro, por sua vez, registrou 14.170 passagens entre 21/5 e 27/5, e 14.434 entre 28/5 e 3/6. Nas duas semanas seguintes, porém, a contagem voltou aos patamares pré-greve. Foram 27.883 e 26.482 passagens na Faria Lima, de 4/6 a 10/6 e de 11/6 a 17/6, respectivamente. Na Vergueiro, a marca ficou em 11.171 e 10.420, respectivamente. Não choveu em nenhum dos dias considerados pela medição, o que permite uma comparação mais objetiva de usuários das ciclovias. Percepção Aline Cavalcante, diretora do Ciclocidade, associação de ciclistas urbanos de São Paulo, afirma que as próprias entidades do meio têm dificuldade de quantificar o aumento do uso de bicicletas durante a greve. “Tivemos essa percepção, no próprio trânsito nas ciclovias, e também passando pelas docas das bicicletas compartilhadas, que estavam vazias”, afirma. Contador pneumático de usuário instalado em civlovia da Zona Sul de SP Glauco Araújo/G1 Cavalcante ressalta também que a paralisação pode ter ajudado a mostrar à população os transtornos causados pelo transporte motorizado. “A gente viu aquele céu sem poluição, o trânsito bem mais livre”, diz. O G1 pediu à CET mais dados sobre o uso da bicicleta como transporte antes e depois da greve de caminhoneiros em São Paulo. A resposta será incluída no texto assim que enviada pelo órgão. A reportagem também pediu dados à Secretaria Municipal de Transportes e à Tembici, operadora da maior rede de bicicletas compartilhadas que operam na cidade, sobre o número de viagens com as mesmas após a greve, mas não obteve resposta. Orçamento O pouco uso da bicicleta na cidade também pode ser influenciado pela falta de ampliação e manutenção de ciclovias e ciclorrotas na cidade. Apesar de a Prefeitura ter incluído R$ 25 milhões no orçamento de 2017 para este fim e outros cerca de R$ 9 milhões em 2018, nenhum real foi gasto. Segundo Cavalvante, “o momento é de reconstrução de diálogo” entre os ciclistas urbanos e a Prefeitura. Desde abril, quando João Doria (PSDB) deixou a Prefeitura para disputar o governo do estado, deixando o correligionário Bruno Covas no cargo, o secretário de Mobilidade e Transporte também mudou. Sergio Avelleda saiu da pasta, para a entrada de João Octaviano Machado Neto. Em uma ronda rápida pela cidade, o G1 constatou a tinta do asfalto de ciclorrotas muito fraca ou inexistente em pelo menos dois pontos, na Rua Itapaiúna Zona Sul) e da Rua Camargo (Zona Oeste). Faixa para ciclista com tinta gasta na Rua Camargo, Zona Oeste de São Paulo Daniel Médici/G1 Na Rua Dr. Luiz Migliano, uma pilha de entulho se acumula no meio do traçado reservado às bicicletas. Para Cavalcante, com as implantações de faixas exclusivas paralisadas, as associações de ciclistas têm lutado para que as mesmas sejam ao menos mantidas: “Neste momento, segurar o retrocesso virou um avanço”. A reportagem pediu para a Prefeitura esclarecimentos sobre a destinação do orçamento e aguarda resposta da Secretaria de Comunicação. Tinta gasta e ondulações na faixa para bicicletas, na Rua Itapaiúna Daniel Médici/G1
Fonte: G1
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